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Ministra usa risco de afastamento da fé para defender abstinência sexual

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Painel

Sagrado e profano Apesar de Damares Alves (Direitos Humanos) ter dito no início do mandato que deixaria a figura de pastora evangélica na igreja, seu ministério tem usado como argumento técnico para defender a abstinência sexual entre adolescentes estudos segundo os quais a iniciação precoce afasta o jovem da religião e da família. O dado é apresentado pelo governo em reuniões da elaboração da campanha de combate à gravidez na adolescência. A ministra nega misturar religião com ação de Estado.

Ciência “Não usamos o afastamento da religião como consequência. Se estou falando de um estudo, e o estudo chegou a essa conclusão, só porque sou religiosa tinha que omitir o resultado?”, disse a ministra ao Painel.

Afasta de mim “O argumento que eu estou buscando é: uma menina de 12 anos não está pronta para ser possuída. Se vocês me provarem, cientificamente, que o canal de vagina de uma menina de 12 anos está pronto para ser possuído todo dia por um homem, eu paro agora de falar”, completou.

Campanha A ministra ainda disse que, se levarem “um abaixo-assinado com 1 milhão de assinaturas de pais de adolescentes contra a proposta”, ela “para de falar”.

Milagre Damares Alves também afirmou que procurou por um ano alternativas para combater o problema e que, “se a Folha tiver uma coisa nova para mudar essa realidade de gravidez precoce, pelo amor de Deus, me traz.”

Ver para crer “Quero que vocês provem um ato administrativo ou uma iniciativa minha que tem religião no meio. Provem. Em algum momento eu falei em retardar o início da relação sexual porque sou religiosa? Sou uma gestora pública, preocupada com a saúde pública”, finalizou.

Folha de SP

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