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Mãe e filha são agredidas por PM ’em nome do lockdown’

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A polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) agrediu na noite do último sábado (13) uma mulher e sua filha em sua residência, ao supostamente cumprir ordem de um decreto autoritário publicado pelo governo do estado.

A vítima, Arianna Paladini, em contato com o Terça Livre informou que ao menos 5 guarnições da PM chegaram por volta das 21:45 do sábado em sua casa e, sem informar o motivo da suposta prisão, encaminharam-na, à força, à delegacia.

Arianna mora em São José, na Grande Florianópolis, é professora e realizava uma pequena comemoração de seu aniversário com cerca de 11 pessoas, quando foi denunciada por vizinhos.

Ao negar a entrada dos policiais sem mandado de prisão ou busca, a vítima foi atingida por tiro de borracha e conduzida à viatura policial e, mesmo machucada, ficou o tempo todo algemada.

“Me deixaram horas em uma gaiola na parte de trás do carro (da PM), algemada. Estou com a mão inchada. Eles me chamaram de louca, me mandaram tomar no c*, me falaram que sou drogada. Mas não tinha nada de drogas, eu não uso nenhum tipo de droga”, declarou Arianna.

Uma das pessoas que estavam com a vítima na comemoração era sua filha adolescente de 13 anos, que também sofreu agressões ao ser segurada contra o muro da casa, enquanto tentava defender sua mãe da ação da PM.

A mãe da aniversariante, uma mulher de 68 anos, passou mal durante a prisão e teve que ser conduzida ao hospital.

Arianna informou ao Terça Livre que em nenhum momento foi informada do motivo da prisão e após ser levada à delegacia foi solta, ainda sem explicações.

Durante a abordagem da PM, a professora ainda disse que somente policiais homens estavam presentes e não teve nenhum de seus direitos assegurados.

Outras pessoas que estavam na residência também relataram que foram vítimas de agressões, um deles registrou um Boletim de Ocorrência (BO) denunciando a abordagem dos PMs.

Já Arianna Paladini informou que nesta segunda-feira (15) fará um exame de corpo de delito e irá procurar a Justiça contra a ação da qual foi vítima.

O comandante do 7º Batalhão de Polícia Militar, T.C Serafim, em resposta ao Estudos Nacionais, declarou que atuação dos policiais foi realizada após denúncia por “pertubação” feita por vizinhos e também em razão do decreto contra aglomerações que está vigente.

Ainda de acordo com Serafim, a ocorrência foi filmada e será encaminhada a Corregedoria da PM para passar por análises e verificar o abuso dos agentes.

Os policiais alegaram que havia consumo de bebida por parte das pessoas presentes na comemoração. Arianna, no entanto, evidenciou que este não foi o motivo dos abusos que ocorreram.

No dia 4 de março a prefeitura de Florianópolis lançou o projeto “Ixpia Floripa”, que incentiva a população a monitorar aglomerações nas redes sociais e realizarem denuncias as autoridades.

Terça -Livre / Zip Gospel

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