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O governo anunciou em uma na quinta-feira (26) que 1.820 crianças de cinco anos ou mais que tinham sido separadas de suas famílias na fronteira com o México já foram entregues a seus pais. O prazo imposto por um juiz federal terminou nesta quinta.

Outras 711 crianças não foram reunidas por não estarem elegíveis por diferentes motivos. Entre elas estão filhos de pais que estão presos porque cometeram crimes ou mesmo alguns que já foram deportados. Segundo as autoridades, nesse grupo estão incluídas 431 crianças cujos país estão fora dos Estados Unidos.

Segundo o Itamaraty, 10 crianças brasileiras separadas dos pais na fronteira continuavam em abrigos na manhã de quinta-feira (26). Quatro dos menores brasileiros estavam em centros de Chicago e seis, nos de Houston.

Em nota, o Itamaraty informou também que 39 menores brasileiros deixaram os abrigos e foram reunidos com seus pais ou responsáveis nas últimas duas semanas.

A brasileira Natalia Oliveira da Silva, por exemplo, se encontrou com a filha Sara, de cinco anos na última segunda-feira (23) em San Antonio, no Texas. Elas foram separadas no final de maio após entrarem ilegalmente nos EUA. Sara foi levada a abrigo para menores imigrantes em Chicago.

Mais de 2.500 crianças foram separadas de seus pais ao chegarem aos EUA pela fronteira com o México depois que foi implementada a política de tolerância zero a imigrantes ilegais da administração Trump.

No dia 20 de junho, Trump assinou uma ordem executiva para evitar a separação das famílias, mas a ação não teve efeito sobre aquelas que já estavam separadas. No dia 21 o presidente disse que ordenou as agências do governo americano a reunir as famílias que foram separadas.

Em 27 de junho, o juiz federal Dana Sabraw, do Tribunal de San Diego, ordenou que todas as famílias já separadas fossem reunidas em no máximo 30 dias. Ele também determinou que as crianças de 5 anos fossem devolvidas aos seus pais no máximo em 14 dias.

O prazo foi estabelecido em resposta a uma ação coletiva em nome dos pais que foram separados dos seus filhos. Ele foi aberto a pedido da União Americana de Liberdades Civis (ACLU), uma entidade pró-direitos civis nos EUA. Nesta sexta, está prevista uma audiência com os dois lados. (Com informações do G1 e AFP).

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