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O caso do entregador de pizza equatoriano preso depois de ser denunciado por um guarda de uma base militar em New York ganhou as manchetes na semana passada e também gerou protestos de imigrantes em várias partes dos EUA. Um guarda lotado em uma guarnição do exército do Brooklyn, segurou o entregador e chamou os agentes do ICE para Pablo Villavicencio, de 35 anos, que está preso e seria deportado nos próximos dias, já que tinha uma ordem de deportação em aberto.

Diante da polêmica, os advogados da Sociedade de Assistência Jurídica (LAS, sigla em inglês) conseguiram a estada temporária de Pablo depois de uma audiência no tribunal federal de Manhattan, no sábado (09). Uma juíza federal bloqueou temporariamente a deportação de Pablo, que tem a vida ameaçada caso seja enviado para o Equador, de acordo com informações judiciais. A magistrada Alison Nathan garantiu a permanência até o dia 20 de julho, e o imigrante permanecerá sob custódia do ICE até que seu caso vá a um tribunal.

“Por favor, faça a coisa certa com o meu marido”, disse sua esposa Sandra Chica, no início da semana passada.

A esposa do imigrante, Sandra Chica, disse que ele foi entregar uma pizza na base militar, quando o guarda da portaria pediu a ele seus documentos. O imigrante, que trabalhava para uma pizzaria no Queens, mostrou uma identidade que não era uma driver’s license oficial. O guarda, então, chamou o ICE para o homem.

“Isso é desumano. Ele não estava cometendo nenhum crime. Ele é um pai de família que estava trabalhando para sustentar suas filhas, que têm três e dois anos de idade e nasceram nos EUA”, disse a esposa. Ela afirmou que ele já havia entregado pizza no local outras vezes.

Segundo o ICE, o equatoriano tinha uma ordem de deportação em aberto desde março de 2010. Por ser casado com cidadã americana, Pablo já tinha dado início ao processo de legalização.

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