Coronavírus assusta e o mundo

O dia amanheceu atípico em Hong Kong Island nesta terça-feira (28). No território chinês onde vivem pelo menos 7,5 milhões de pessoas e que tem uma das maiores densidades populacionais do mundo, as ruas apresentam enorme tráfego de carros e de pessoas desde 7h.

Não foi o que ocorreu hoje, quando se viam poucos passantes, a maioria usando máscaras cirúrgicas com medo do coronavírus, e quase nenhuma criança. Era o fim do feriado do Ano Novo no calendário Chinês, que cai todos os anos em dias diferentes, de acordo com os movimentos da lua e do sol.

O cenário deveria ser normal, mas as aulas foram suspensas pelo governo e a recomendação é evitar locais públicos com grande aglomeração de pessoas.

Kit proteção Na movimentada Queen’s Road, a Sasa, a Mannings e a Watsons —três grandes redes que comercializam máscara e álcool gel— já haviam esgotado seus estoques desde o dia anterior. Tive de me contentar com alguns comprimidos de vitamina C de marca genérica e lenços umedecidos para compor o nosso kit proteção. A amiga e jornalista Tereza Rangel me recomendou máscaras N95, tipo mais eficaz contra doenças por transmissão via aérea. Em minha peregrinação em busca do produto, encontrei o barman do restaurante brasileiro que frequento. Sua primeira pergunta, antes mesmo de um bom dia: “encontrou máscara?”. Percebia-se um certo pânico em seus olhos. A seu lado, a namorada peruana

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