Coreia do Norte quer combater o coronavírus eliminando os infectados

Em meio ao surto de coronavírus que atinge a China e outras partes do mundo, a Coreia do Norte – lado comunista – decidiu lidar com os casos suspeitos de infecção eliminando os pacientes, ao invés do vírus.

Relatórios afirmam que o lado liderado por Kim Jong-un executou brutalmente um paciente que tentou se esquivar da quarentena para ir a um banheiro público. Ele foi preso por forças policiais e automaticamente condenado à morte, sendo baleado no local.

O jornal sul-coreano Dong-a Ilbo informou que o paciente – funcionário do Governo – foi isolado após viajar para a China. Outras medidas tomadas por Kim Jong-un vêm sendo apontadas como absurdas ou exageradas. Ele impôs uma Lei militar definindo um bloqueio de combate ao vírus, apesar de não haver nenhum caso confirmado. O funcionário morto, que sequer se sabe se realmente estava infectado, apenas entrou em quarentena por conta da política de isolar qualquer pessoa que estivesse na China.Há relatos de que outro oficial foi exilado para uma fazenda norte-coreana depois de tentar encobrir suas viagens à China. Ele teria sido membro da Agência de Segurança Nacional do reino secreto. Semana passada (12), Pyongyang anunciou que as quarentenas haviam sido estendidas para 30 dias – mais do que o dobro do período recomendado por organismos internacionais de saúde.

As instituições governamentais e estrangeiros que moram na Coreia do Norte devem obedecer as normas estabelecidas por Kim Jon-un “incondicionalmente”, informou a mídia norte-coreana. O ditador norte-coreano fechou quase completamente a fronteira com a China – seu único grande aliado diplomático. Os voos foram reduzidos devido aos acessos rodoviários e ferroviários fechados ou fortemente restringidos.A zona desmilitarizada entre as Coreias está fortemente fortificada e poucas pessoas se cruzam. A mídia estatal disse que a Cruz Vermelha da Coreia do Norte havia se instalado em “áreas relevantes” para monitorar pessoas com possíveis sintomas. Segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA): “Eles estão realizando atividades de informação de várias formas e por vários métodos em locais públicos para introduzir conhecimento médico comum sobre a epidemia e incentivar as pessoas a darem mais detalhes aos nobres traços morais de ajudar e liderar um ao outro“.

Acredita-se que dezenas de milhares de trabalhadores norte-coreanos trabalhavam na China antes que um pedido da ONU para Pequim enviá-los de volta para casa expirasse em dezembro. Não se tem informação sobre quantos deles voltaram para casa. Autoridades da Organização Mundial da Saúde com sede em Pyongyang disseram que não ter conhecimento de nenhum caso confirmado. Contudo, alguns meios de comunicação sul-coreanos relataram vários casos, e até mortes possíveis pelo vírus no norte.

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