Terroristas islâmicos matam 120 cristãos em massacre, na Nigéria

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Terroristas islâmicos matam 120 cristãos em massacre, na Nigéria

Dias de viol&ecirc;ncia entre agricultores &ndash; principalmente crist&atilde;os &ndash; e pastores mu&ccedil;ulmanos Fulani na &aacute;rea central da <span style="color: #993300"><strong><a style="color: #993300" href="https://guiame.com.br/gospel/missoes-acao-social/mais-de-16-mil-cristaos-foram-mortos-na-nigeria-em-menos-de-tres-anos-diz-relatorio.html">Nig&eacute;ria</a></strong></span> custaram centenas de vidas e levaram a acusa&ccedil;&otilde;es de que o governo perdeu o controle da situa&ccedil;&atilde;o.

As informações são de que 120 cristãos foram mortos depois de um funeral, segundo um pastor nigeriano. Pam Chollom, que lidera a Igreja de Cristo no Conselho Regional da Igreja das Nações, disse ao Premium Times da Nigéria: “Os Fulani armados emboscaram os cristãos no caminho de volta do enterro, atacaram e mataram 34 pessoas da vila de Nekan, 39 de Kufang e 47 pessoas da aldeia de Ruku”.

O representante da organização cristã ‘Tearfund’ no país disse que essa violência “quebra nossos corações”.

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, que é de etnia Fulani, disse que é injusto culpá-lo pelos assassinatos, segundo a Associação Cristã da Nigéria disse à agência de comunincação ‘Número 218’.

“É digno de nota que muitos nigerianos ainda reconhecem que, apesar dos desafios de segurança, este governo obteve notáveis ​​sucessos no setor de segurança”, disse ele.

O terrorismo fulani agora é considerado ainda mais perigoso que o do Boko Haram na Nigéria.

Enquanto a violência reflete a competição por recursos entre agricultores e pastores nômades e não é primariamente um conflito religioso, muitos observadores dizem que os Fulani estão sendo influenciados e armados por extremistas islâmicos.

Paul Mershak, representante da Tearfund no país, disse: “A Tearfund condena esses atos horrendos e o enorme custo para a vida humana e a destruição generalizada que isso causou”.

“Temos trabalhado no Cinturão do Meio da Nigéria na construção da paz, e esse ciclo crescente de ataques quebra nosso coração”, acrescentou.

Ele disse que a Tearfund vinha “promovendo o diálogo entre partes adversárias através de comitês de paz locais e que havia trabalhado com os jovens adoecios por uma vida de ódio e violência”. Também ajudou a criar a Agência de Consolidação da Paz do Estado de Plateau, apoiada pelo governo, a primeira desse tipo na Nigéria.

Mershak disse: “Todos esses esforços e os de outras agências podem ajudar. Mas agora chegou a hora do governo intensificar seus esforços para levar uma paz duradoura à região do Cinturão Intermediário, comprometer-se com uma estratégia de construção da paz de alto nível e adequadamente planejada, auxiliando as vítimas na recuperação de seus lares e vidas. Agora chegou também a hora de levar todos os perpetradores de violência à justiça, para que possamos buscar um futuro mais promissor para a Nigéria”.

A Força Policial da Nigéria disse em comunicado por e-mail que estava enviando um reforço especial para o estado de Plateau para aumentar a segurança, que incluiria dois helicópteros de vigilância policial, cinco veículos blindados e oficiais extras de outros estados.

O governador do Planalto, Simon Lalong, falando em uma entrevista coletiva com Buhari na terça-feira, chamou o ataque de “muito perturbador e alarmante porque deixou para trás uma dolorosa perda de mais de 200 pessoas, no total”.

Ele disse que o país enfrenta um desafio humanitário “que confronta milhares de pessoas deslocadas, cujas casas e cultivos queimaram e destruíram completamente”.





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