Separados na fronteira há nove meses, brasileira reencontra filho de 14 anos no Texas

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Uma mãe brasileira separada de seu filho desde agosto do ano passado na fronteira do México com os EUA finalmente reencontrou o jovem em El Paso, Texas, na terça-feira (5). As informações são da ABC News. A brasileira encontrou o filho no aeroporto e ficou muito emocionada com o reencontro.

Jocelyn, de 31 anos, que pediu para não ter o sobrenome revelado, e seu filho James, de 14 anos, decidiram atravessar a fronteira próxima a El Paso, no Texas, em agosto do ano passado em busca de asilo. Ao ser presa na fronteira, o filho foi enviado para uma prisão para adolescentes de Chicago e desde então os dois não tiveram mais contato.

Ela disse que quando o filho foi levado pelos policiais, ele tinha desespero no olhar: “mãe, me ajuda”. “Eu não sabia o que iria acontecer conosco. Eu passei a noite chorando porque eu queria que ele estivesse protegido e eu não sabia o que aconteceria com ele”, disse.

Jocelyn ficou presa em uma prisão federal por entrar ilegalmente nos EUA por mais de seis meses. Depois de ser solta, ela estava vivendo em um abrigo em West Texas.

“Foi uma experiência horrível”, disse Jocelyn que contou com a ajuda da ONG American Civil Liberties Union, que está processando o governo americano por casos como o da brasileira e de outras mães separadas de seus filhos sem justificativa.

Fugiu de marido violento

Jocelyn afirma que veio com o filho para os EUA para fugir do marido violento e queria dar entrada no processo de asilo. Em entrevista Los Angeles Times, a brasileira teria mostrado o braço cheio de cicatrizes e marcas causadas pela violência do marido, um segurança que andava armado e não quis dar o divórcio.

Ela e o filho tentaram atravessar a fronteira no dia 24 de agosto, quando foi presa por agentes da Border Patrol e separada do adolescente. “Eu não tinha a menor ideia de para onde meu filho estava sendo levado. Eu perguntei inúmeras vezes, mas eles disseram para eu não me preocupar”, disse a brasileira. Ela foi considerada culpada por um juiz federal por atravessar a fronteira ilegalmente, mas não concordou em ser deportada. Ela quer lutar para conseguir asilo.

O número de imigrantes, como a brasileira, que são separados dos filhos na fronteira não são claros. De acordo com a ONG pró-imigrantes Florence Immigration and Refugee Rights Project, 213 casos semelhantes ao da brasileira foram registrados na fronteira em 2017, 23 a mais que no ano anterior.

 

 



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