Premiê socialista da Espanha se nega a jurar sobre Bíblia em sua posse

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Premiê socialista da Espanha se nega a jurar sobre Bíblia em sua posse

<span style="font-weight: 400">A B&iacute;blia Sagrada n&atilde;o fez parte do juramento de posse do primeiro-ministro, pela primeira vez na hist&oacute;ria da democracia espanhola. Em sua posse no &uacute;ltimo s&aacute;bado (2), Pedro S&aacute;nchez, do partido Socialista, dispensou os s&iacute;mbolos crist&atilde;os e jurou lealdade apenas diante da Constitui&ccedil;&atilde;o da <span style="color: #800000"><a style="color: #800000" href="https://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/espanha-tem-mais-de-80-novas-igrejas-evangelicas-por-ano-segundo-relatorio.html"><strong>Espanha</strong></a></span>.</span>

No Palácio da Zarzuela, residência oficial do rei nos arredores de Madri, o socialista rompeu o protocolo adotado por todos os primeiros-ministros que governaram o país após a restauração da democracia, em 1975.

“Prometo, por minha consciência e honra, cumprir fielmente as obrigações do cargo de presidente do Governo, com lealdade ao rei, e guardar e fazer cumprir a Constituição como norma fundamental do Estado, assim como manter segredo das deliberações do Conselho de Ministros”, leu Sánchez, enquanto apoiava a mão direita num exemplar da Constituição de 1978.

O novo presidente se define como ateu e defende o fim do ensino religioso nos colégios públicos. Sánchez acredita que o Estado deve ser laico e completamente desvinculado de qualquer religião.

Após uma mudança introduzida pela Casa del Rey em 2014, foi concedida ao primeiro-ministro a liberdade de fazer o juramento com ou sem presença de símbolos religiosos. No entanto, os últimos governantes haviam optado por manter a tradição de ter Bíblia e crucifixo ao alcance.

Contexto político

A cerimônia de posse ocorreu após o conservador Mariano Rajoy ser forçado a deixar o cargo, diante da aprovação de uma moção de censura (ou de desconfiança) pelo Parlamento.

O Partido Popular do ex-premiê é alvo de um escândalo de caixa dois de campanha, com irregularidades que teriam ocorrido entre 1999 e 2005. Os parlamentares passaram a questionar o governo e Sánchez, que é secretário-geral do Partido Socialista, articulou a moção.

De acordo com a legislação espanhola, o partido que pede a censura do governante deve propor, simultaneamente, um nome para substituí-lo. Sánchez foi indicado e entrou para a história como o primeiro a assumir o cargo sem ser deputado.





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