Nova York tem o maior frio da história diz meteorologia

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Central Park
Central Park

Os Estados Unidos enfrentam um frio recorde neste início de ano.

Há algo de misterioso nos subterrâneos de Nova York. Muita gente se pergunta: de onde vem tanto vapor? A verdade é que ninguém sobreviveria num dia como hoje se a cidade não estivesse fervendo sob nossos pés.

É de usinas de onde sai o calor tão necessário para o inverno na cidade. E com uma sensação térmica de 16 graus negativos, elas ficam literalmente a todo vapor.

São produzidos o equivalente a quatro mil quilos de vapor de água por hora, canalizados por uma rede subterrânea de 160 quilômetros, que abastece dois mil prédios. A maior do mundo.

E com uma rede tão extensa é normal que haja vazamentos e ninguém escolhe o lugar. Pode ser no meio da rua. Quando isso acontece, a empresa coloca tubos para canalizar o vapor e sinalizar. Mas é vapor de água, não é poluição não.

Os meteorologistas dizem que este vai ser o janeiro mais frio da história em Nova York e no centro dos Estados Unidos.

Em todo o país, as temperaturas extremamente baixas já causaram oito mortes. No Texas, um policial quase foi atropelado por causa do gelo na pista.

E até as famosas cataratas do Niágara quase congelaram.

No Central Park está tão frio que o lago congelou. Dá até para tentar andar por cima dele. Num parque, a fonte de água virou atração para os turistas. Está tão frio que congelou.

“A gente veio despreparado. Agora, por exemplo, eu não tinha touca. Já passei e comprei touca. Estou com cachecol, duas luvas, cinco blusas”, disse o turista brasileiro.

Nas vitrines os objetos de desejo da temporada e nas ruas o pior castigo da desigualdade.

A população dos abrigos costuma dobrar de número em dias como este. Quem tem como se proteger aproveita o sistema que a cidade oferece e tenta enfrentar mais um inverno rigoroso com a leveza do vapor.

G1

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