Mulheres saem às ruas para pedir descriminalização do aborto na Argentina

Mulheres saem às ruas para pedir descriminalização do aborto na Argentina

Mulheres saem às ruas para pedir descriminalização do aborto na Argentina

Na Argentina o assunto “Aborto” está gerando polêmica. No dia Mundial de Ação pela Saúde das Mulheres comemorado dia 28 de Maio, argentinos a favor do aborto foram as ruas protestar e pedir que o Legislativo discuta um projeto sobre o tema.

Partidos políticos e sociais e organizações feministas da Argentina pediram aos legisladores que não continuem postergando o projeto de lei apresentado pela Campanha Nacional pelo Direito ao Aborto Legal, Seguro e Gratuito.

O Código Penal argentino permite somente os abortos em casos de perigo para a vida ou à saúde da mãe, violação ou abuso a uma mulher incapacitada.

A revista inglesa Lancet, uma das publicações médicas mais influentes do mundo divulgou no início deste ano uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde comprovando que a taxa de aborto é maior nos países onde a prática é proibida.

A revista ainda publicou que quase metade de todos os abortos feitos no mundo é realizada com altos riscos à mulher.

Em Portugal o aborto foi legalizado em 2007 permitindo a prática até a décima semana de gravidez se assim quiser a mulher independentemente dos motivos.

No Brasil, recentemente, foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos do Senado, um projeto que legaliza o aborto em casos de feto encefálico.

A bancada evangélica reagiu apresentando uma proposta de emenda constitucional para incluir na Carta Magna o termo “desde a concepção”, no artigo que trata da inviolabilidade do direito à vida.

Se aprovada pelo Congresso, a mudança poderia tornar ilegais toda forma de aborto.

Para que o aborto encefálico torne-se Lei no Brasil, o projeto ainda precisa tramitar por outras duas comissões do Senado, depois pela Câmara dos Deputados.

CP

 

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