Egípcia vê mãe ser fuzilada pelo Estado Islâmico e incentiva cristãos: “Defendam a fé”

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Egípcia vê mãe ser fuzilada pelo Estado Islâmico e incentiva cristãos: “Defendam a fé”

Um culto da <span style="color: #993300"><strong><a style="color: #993300" href="https://guiame.com.br/gospel/missoes-acao-social/apos-ataques-cristaos-coptas-respondem-ao-estado-islamico-estamos-orando-por-voces.html">igreja crist&atilde; copta no Egito</a></strong></span> se transformou em um banho de sangue depois que um atirador abriu fogo contra os crentes, matando pelo menos 11 pessoas.

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque, e muitos cristãos ficaram imaginando se algum dia estarão seguros o suficiente para adorar a Cristo sem temer o terrorismo.

Uma jovem chamada Nesma Wael estava lá quando o ataque aconteceu e escreveu uma mensagem sincera ao mundo, na qual ela convoca os cristãos a defenderem sua fé, não importa o custo disso.

Sua mensagem diz:

Depois que o culto terminou, saí da igreja com minha prima e minha mãe. Minha mãe usava uma cruz no pescoço e nós três não usávamos véus. Nos bairros mais pobres, as mulheres muçulmanas costumam usar véus para se distinguirem das cristãs.

Quando entramos em uma rua lateral, vimos alguém em uma motocicleta indo em direção à igreja. A próxima coisa que soubemos foi que um homem bateu com sua bicicleta depois de passar por um buraco na pista. Minha mãe correu até ele para ajudar, tranquilizando-o, enquanto ela disse: ‘Em nome de Jesus Cristo, você está bem?’. Ao ouvir as palavras dela, ele se levantou rapidamente e em um piscar de olhos, abriu fogo contra nós com uma arma automática que ele puxou debaixo de seu colete.

Assim que minha prima e eu vimos a arma, nos escondemos atrás da minha mãe, que gritou para nós fugirmos; o terrorista atirou no braço de mamãe, enquanto ela tentava nos proteger; enquanto nós fugíamos, ela caiu e a distância entre nós e o terrorista, quando ele pegou pela primeira vez a sua metralhadora, não era mais do que alguns metros. Minha prima e eu corremos para um pequeno supermercado, onde a vendedora nos escondeu atrás da geladeira; do nosso esconderijo, vimos o atirador nos procurando e, quando ele não conseguiu nos encontrar, voltou-se para a minha mãe e disparou mais tiros contra ela.

Tudo isso aconteceu em poucos minutos. Depois que o atirador saiu, corremos para a minha mãe. Muitas pessoas se reuniram à nossa volta, mas todas se recusaram a tocar minha mãe para socorrê-la, mesmo que ela ainda estivesse viva. Eu continuei gritando por alguém para me ajudar, mas ninguém me atendeu. Então consegui falar com meu tio, que foi imediatamente ao nosso encontro.

Uma ambulância parou, mas os funcionários de emergência se recusaram a levar mamãe para a ambulância até que eles obtivessem permissão dos oficiais de segurança que estavam nas ruas, caçando o terrorista, bem como outro atirador que atacou pessoas em frente à Igreja.

Um novo tiroteio começou e as pessoas fugiram. Minha prima, meu tio e eu ficamos com minha mãe. Ela olhou para mim, dizendo: ‘Não tenha medo, estou com você. Obedeça seu pai e cuide de sua irmã’.

Minha mãe permaneceu deitada na rua por cerca de uma hora. Depois que o tiroteio parou, voltei para a igreja para buscar minha irmã mais nova Karen, que tem oito anos e permaneceu na igreja porque o culto infantil ainda não tinha terminado  eu vi três pessoas que eu conhecia deitadas sobre poças de sangue na frente da igreja. Eu sabia que elas haviam sido mortas.

No momento em que minha mãe foi levada para a ambulância, ela também morreu.

Hoje, eu não ando mais nas ruas sozinha. Meu pai sempre vai comigo a qualquer lugar. Apesar da dor dentro do meu coração  sinto falta da minha mãe desesperadamente  sou feliz porque ela é uma mártir e não tenho mais medo dos terroristas. Eu estava com ela no momento do ataque e não me machuquei: foi a vontade de Deus especificamente escolhê-la e recolhê-la para junto Dele, no céu.

Eu não quero sair do meu país, mas eu certamente quero encontrar uma chance melhor de viver e estudar, especialmente porque a nossa situação financeira não é boa. Meu pai, que tem 35 anos, trabalha como motorista, mas ele não tem trabalho regular, minha mãe tinha a principal fonte de renda para a nossa família, ela era uma enfermeira no Centro de Nefrologia do Cairo. Espero me tornar uma médica de nefrologia, que era o sonho da minha mãe para mim.

Esta é a minha mensagem para todas as pessoas perseguidas em todo o mundo: ‘Não tenham medo! Nossas vidas estão nas mãos de Deus e temos que fortalecer e defender a nossa fé“.





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