Conheça a história da nigeriana que viu seu marido morrer por não negar Jesus

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Conheça a história da nigeriana que viu seu marido morrer por não negar Jesus

<span style="font-weight: 400">Com o olhar sereno e uma voz suave, Ana* relatou o cuidado de Deus em cada fase de sua vida. A nigeriana, de 50 anos, viu seu marido ser morto por terroristas isl&acirc;micos por n&atilde;o negar a f&eacute; em Jesus Cristo, mas mant&eacute;m o cora&ccedil;&atilde;o repleto de convic&ccedil;&otilde;es e esperan&ccedil;a.</span>

“A perseguição ajudou a minha fé, desenvolveu minha resistência e me incentivou a continuar a jornada”, disse Ana em entrevista ao Guiame, concedida através da organização missionária Portas Abertas.

Filha de um tradicionalista africano que se converteu ao cristianismo, Ana foi criada no nordeste na Nigéria aprendendo os valores cristãos. Mesmo conhecendo a Deus, ela se entregou verdadeiramente a Jesus aos 14 anos, quando ouviu um professor de estudos bíblicos ensinar que para ir ao céu não basta apenas frequentar uma igreja.

“Enquanto ele explicava, meu coração queimou e eu pedi que Jesus entrasse em minha vida”, ela conta, fazendo questão de citar a inesquecível data — abril de 1982.

Ana construiu sua vida em uma cidade pacífica no estado de Adamawa, onde se casou e teve cinco filhos. Até que em 2014, com a insurgência do grupo terrorista Boko Haram, militantes disfarçados de refugiados passaram a se infiltrar na cidade e iniciaram um ataque.

Em 29 de outubro de 2014, cerca de seis veículos invadiram a cidade atirando para o alto e em menos de 30 minutos toda a região foi tomada e a comunicação telefônica foi cortada. No momento do ataque, Ana estava trabalhando no hospital e seus filhos foram retirados da escola com a ajuda de sua irmã.

Ela conseguiu se comunicar com o marido e foi até sua casa para encontrá-lo, pegar os pertences da família e fugir. “Todo mundo estava correndo, havia tiros para todos os lados e aviões lançando bombas”, Ana descreve.

Morte em nome da fé

Ana e seu marido estavam saindo da cidade de carro, quando encontraram um casal de conhecidos que se juntou a eles. No entanto, todas a via foi bloqueada por militantes do Boko Haram, que fizeram emboscadas de cinco grupos pela estrada.

“Quando chegamos na terceira emboscada, nós vimos vários militantes do Boko Haram. Nós tentamos voltar, mas vimos o primeiro e o segundo grupo vindo em nossa direção — e nós ficamos no meio. Não tinha como escapar”, Ana relata.

“Assim que eles nos pararam, pediram que meu marido saísse do carro. Eles começaram a perguntar: ‘Você é muçulmano ou infiel?’ Ele disse: ‘Não sou muçulmano, nem infiel. Eu sou cristão’. Eles disseram para meu marido ir ao acostamento da estrada. Ele se ajoelhou e começou a orar. Também pediram que o outro homem que veio conosco na estrada se juntasse a ele”, continua Ana.

“Eu pedia: ‘Por favor, não matem meu marido!’ Mas antes que eu terminasse de falar, eles atiraram nos dois”, disse Ana, relembrando aquele dia com o rosto sereno. “Eu fiquei simplesmente chocada, meu espírito saltou de mim. Eles vieram para cima de mim e perguntaram: ‘Você é infiel ou muçulmana?’ Eu disse o mesmo que meu marido. Eu fechei meus olhos, não queria ver os tiros. Eu fiz uma oração: ‘Jesus, obrigada, vou Te ver hoje’. Mas eu escutei o grito de um deles: ‘Pare! Não mate essa mulher!’”.

Os militantes pegaram os itens de valor da família e mandaram Ana ir embora com seu carro, levando algumas crianças que estavam machucadas. “Eu pedi para levar o corpo do meu marido, mas disseram: ‘Não! Um infiel não merece ser enterrado’”, lamenta.

Depois de dirigir por 2 quilômetros, Ana entrou em desespero e não conseguia mais dirigir, entregando o carro para vizinhos que também estavam voltando para a cidade. Mais tarde ela reencontrou um de seus filhos numa vila vizinha. “Ele me perguntou: ‘Onde está meu pai?’ Eu não tinha a resposta e comecei a chorar”, lembra.

Ana reuniu todos os seus filhos e encontrou sua irmã. Juntos, eles fugiram pelas montanhas  e conseguiram pedir a ajuda de familiares que vivem na capital de Adamawa, onde passaram 21 dias. “Eu orava em meu coração: ‘Deus, por favor, eu quero enterrar o corpo do meu marido. Deus ouviu minhas orações. Depois desses 21 dias, o governo capturou de volta a cidade, voltamos para lá e eu encontrei o corpo do meu marido”, conta Ana.

Recomeço

Ana e sua família encontraram a cidade devastada — casas foram destruídas e todos os mantimentos foram roubados. Mas juntos, eles conseguiram recomeçar. “Muitas crianças se perderam ou morreram nas florestas. Mas Deus manteve a minha vida, a vida dos meus filhos e fomos preservados daquilo que aconteceu com meu marido”, declara.

Em meio à perseguição, Ana aprendeu uma grande lição de fé. “Eu li na Bíblia que há pessoas que vão te perseguir, mas eu não imaginava que isso aconteceria na minha geração. Isso significa que a Bíblia se cumpre todos os dias. Não se deixe levar pela perseguição, essas coisas vão acontecer. Mas o tempo ainda não é chegado. O que temos que fazer é pregar o Evangelho”, destaca a nigeriana.

Depois de enfrentar perdas em nome de Jesus, Ana tem uma mensagem aos cristãos que têm liberdade de expressar sua fé: “Jesus diz em Mateus 24 que nem todos vão passar por perseguições. Uns vão estar bebendo e comendo confortavelmente, mas o Senhor irá voltar e encontrá-los. Confortabilidade significa a vinda do Senhor também. Mas o que nós devemos ter em mente é que devemos pregar o Evangelho”.

“Quando você vê que a pessoa não tem vontade de pregar o Evangelho, quer dizer que isso já está morrendo em seu coração. O cristianismo hoje se resume a cantar, louvar, orar, mas alguns não pregam sobre Jesus para outras pessoas. Satanás quer privar as pessoas de ouvirem que Jesus é o Salvador”, Ana alerta.

* O nome de Ana é fictício por razões de segurança.





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