"A perseguição é um privilégio", diz mulher espancada por ser cristã na Índia

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"A perseguição é um privilégio", diz mulher espancada por ser cristã na Índia

Bahia atravessou a ponte enquanto os aldeões a perseguiam. Ela não se lembra exatamente do que aconteceu, mas ela caiu e perdeu a consciência. Os aldeões a pegaram do riacho onde havia caído, a acordaram e depois a espancaram.

Bahia era cristã há quase sete anos, mas esta foi a primeira vez que ela foi atacada por causa de sua fé em Jesus. Havia quatro famílias cristãs em sua aldeia. Durante um tempo houve cinco, mas uma das famílias sofreu tanta pressão que não resistiu e voltou ao hinduísmo. Apenas um menino de 16 anos daquela quinta família permaneceu fiel a Jesus. Ele é agora um cristão que vive sua fé secretamente. Bahia, que é uma líder do grupo de células, às vezes orava com ele.

Depois que Bahia chegou à fé cristã, seu irmão ficou tão doente que os médicos não puderam mais ajudar. A mãe da Bahia pediu-lhe que orasse e Deus curou seu irmão. A mãe de Bahia também se entregou a Jesus, mas o pai e o irmão da moça ainda não o fizeram.

Bahia e sua mãe foram repreendidas e perseguidas por deixarem o hinduísmo. Isso foi difícil, mas foi leve em comparação com o que aconteceu há alguns meses. Uma senhora da aldeia faleceu e, por alguma razão, os cristãos foram culpados por isso. Bahia e os outros foram expulsos da aldeia e fugiram para a mata.

O ataque

Na noite em que os cristãos começaram a ser hostilizados e culpados pelo falecimento daquela senhora, eles puderam ir para outra cidade, onde dormiram em uma igreja. No dia seguinte, eles voltaram para sua aldeia, mas os extremistas os esperavam com mais ódio.

“Fomos agredidos verbalmente e os líderes da nossa aldeia realizaram muitas reuniões para falarem sobre nós. Mas nós não vimos a violência chegando. Foi uma semana depois que voltamos para a aldeia que fomos atacados. Tudo aconteceu tão de repente”, contou a moça.

Bahia segurou sua Bíblia quando alguns dos aldeões a arrastaram para fora de sua casa. Mulheres e homens a espancaram com as mãos. Eles a atingiram onde quer que pudessem.

Ela gritou: “Por que você está me batendo?”.

“Você é Cristã! Você tem que sair daqui. Esta não é a sua casa”, responderam os agressores.

“Eu moro aqui. Esta é a minha casa”, ela gritou de volta para eles.

“Vá embora deste lugar”, os aldeões disseram a ela mais uma vez.

Ela foi incapaz de se proteger dos golpes e começou a sangrar. Uma pessoa segurava o braço esquerdo e outra o direito. Ela apertou sua Bíblia com força sob o braço e protegeu-a o máximo que pôde.

Finalmente, alguém arrancou a Bíblia de seus braços, dizendo: “Vamos queimar este livro”.

Eles a arrastaram para longe. Enquanto eles a puxavam pela aldeia, uma imagem surgiu em sua mente: uma imagem de Jesus sendo empurrado e chutado para o Calvário.

Bahia perdeu a consciência e não se lembra mais do que aconteceu depois daquilo. Ela acordou já em uma floresta. Sua mãe, que também fora espancada e tinha uma ferida logo abaixo do olho, a trouxera para um lugar seguro. Os outros 19 cristãos da aldeia também estavam lá. Um deles telefonou para a polícia. Os policiais só chegaram tarde da noite e trouxeram os outros aldeões com eles.

“A polícia simplesmente disse a todos que devemos viver juntos em paz. Então eles foram embora. Voltamos para a aldeia novamente”, disse Bahia.

Mas alguns dias depois os aldeões tornaram-se agressivos novamente. Eles chamaram os cristãos para outra reunião.

“Nós nos recusamos a desistir de nossa fé, o que os deixou muito zangados”, disse Bahia. “Eles se tornaram agressivos porque éramos tão persistentes em seguir a Jesus. Eles nos mandaram deixar a aldeia, dizendo: ‘Os cristãos pertencem a países estrangeiros”.

Desta vez, os cristãos deixaram sua aldeia e Bahia decidiu não retornar por um tempo. Ela foi para uma escola bíblica em vez disso.

“Por quê? Porque quando nos expulsaram da aldeia, ameaçaram me estuprar ou me matar se eu voltasse. A situação na aldeia ainda não foi resolvida. Eu quero passar mais tempo aprendendo sobre Deus para que um dia eu possa voltar para lá com o evangelho. Essa é a promessa que fiz à minha mãe. É o meu profundo desejo de compartilhar a palavra de Deus”, afirmou.

“Eu quero dizer a todos eles que Jesus não morreu apenas por estrangeiros. Ele morreu por todos. Essa é a minha mensagem para as pessoas da minha aldeia, para as pessoas na Índia e para as pessoas fora do nosso país”, acrescentou.

Uma mensagem de Bahia a todos os cristãos

Parceiros locais da Missão Portas Abertas encontraram a Bahia quando ela estava em passando necessidade, desesperada. Os missionários atenderam suas necessidades básicas.

“Esse apoio foi tão significativo”, disse Bahia. “Eu não tinha dinheiro nem roupas. Então vocês me trouxeram isto”.

Os missionários perguntaram se ela tem uma mensagem para as pessoas que trabalham com missões na Índia. Eles esperavam um “obrigado”, mas ela disse algo completamente diferente e estendeu a mensagem a todos os cristãos.

“Não tenham medo quando a perseguição chegar até vocês. Faz parte da vida cristã. É um privilégio ser perseguido. Não fique triste ou desanimado”, disse.

Os missionários perguntaram se ela tinha algum pedido de oração específico e novamente sua resposta foi impactante e sincera.

“Por favor, orem para que Deus me ajude a viver de acordo com a minha visão: compartilhar a Sua Palavra com os incrédulos. Especialmente na minha aldeia, mas também em outros lugares onde a Palavra de Deus sofre perseguição. Eu também tenho um desejo profundo de que meu pai e meu irmão tenham fé em Jesus”, explicou

Bahia tem 22 anos e é uma estudante cristã da Índia que sangrou por Jesus. Esse é o futuro da igreja indiana.





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